A primeira fase da Douro Marina foi inaugurada este sábado. Foto: Nataniel Diogo

A Douro Marina, cuja primeira fase foi inaugurada este sábado em Gaia, vai criar 70 novos postos de trabalho directos e mais de 100 indirectos, sendo este um “modelo de investimento” que o Governo quer “replicar no resto do país”.

A cerimónia de inauguração da primeira fase da Douro Marina, que corresponde a um investimento de cerca de 6,5 milhões de euros, contou com a presença do secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Silva Monteiro, que defendeu o “exemplo de desenvolvimento” da infraestrutura, “em que a parte pública dá espaço e cria condições e a parte privada desenvolve e gere o risco do negócio”.

“Este exemplo de desenvolvimento e de modelo de investimento é aquele que nós queremos replicar no resto do país”, disse.

Sobre a situação da Cerâmica de Valadares, o secretário de Estado disse que, para além do acompanhamento de perto da situação, estão a ser igualmente acompanhados “potenciais investidores que foram identificados pelo empresário que poderão a vir permitir a revitalização e a reestruturação da empresa”. “O Estado não mete dinheiro dentro das empresas. O Estado pode criar condições para que as empresas se revitalizem e no caso concreto da Cerâmica de Valadares terá que ser a própria empresa a encontrar o seu caminho de revitalização”, sublinhou.
O secretário de Estado deixou ainda outra garantia: “terminou o modelo segundo o qual o que interessava era fazer rápido porque se pagaria mais tarde independentemente do risco ficar do lado público ou do lado privado, o que interessava era terminar amanhã, idealmente junto a uma data de relevância eleitoral e que depois se pagaria, já se veria quando”.

Por seu turno, o secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, António Almeida Henriques, salientou – como tinha sido anunciado durante a cerimónia – que “70 novos postos de trabalho serão criados, numa lógica de proximidade, e mais 100 postos de trabalho indirectos poderão ser criados através deste projecto”.

“É isto que mexe com a nossa economia. Este é um projecto, para além da questão da iniciativa privada, reflete também aqui a visão de um autarca que deve ser visto como um exemplo do ponto de vista nacional”, enfatizou.

Segundo António Almeida Henriques, o Governo “estará disponível para apostar fortemente na revitalização do tecido empresarial que mereça ser revitalizado e que efectivamente, do ponto de vista do mercado, prove que tem capacidade para se revitalizar e sobreviver no futuro. Situações artificiais podem ter a certeza que este Governo não as vai alimentar”, sublinhou.

Sete anos desde a adjudicação

Já Luís Filipe Menezes – que recebeu um “banho” de pétalas de flores e foi apelidado de “padroeiro” da Afurada – recordou que “ainda há pouco tempo o secretário de Estado do Mar disse que as marinas atlânticas eram fundamentais do ponto de vista turístico e da imagem de Portugal nos próximos anos”.

“Pois passaram 7 anos desde o momento em que adjudicamos a obra e foi feito o contrato com o consórcio que a está a construir. Sete anos de pareceres, de contra-pareceres, de novos pareceres, de ‘despareceres’, de pareceres contrariados, de burocratas (…), 7 anos de paciência”, lamentou.

A Douro Marina terá estacionamento para 300 embarcações com calado até 3 metros e comprimento até 20 metros em todas as condições de maré, tendo já mais de 150 pré-reservas, ficando para a segunda fase, cuja conclusão está prevista para Julho, os edifícios de apoio e a abertura de uma zona comercial que reunirá espaços comerciais e de restauração, bem como locais para apoio das actividades náuticas