Douro Marina vai criar 170 novos postos de trabalho

A primeira fase da Douro Marina foi inaugurada este sábado. Foto: Nataniel Diogo
A Douro Marina, cuja primeira fase foi inaugurada este sábado em Gaia, vai criar 70 novos postos de trabalho directos e mais de 100 indirectos, sendo este um “modelo de investimento” que o Governo quer “replicar no resto do país”.
A cerimónia de inauguração da primeira fase da Douro Marina, que corresponde a um investimento de cerca de 6,5 milhões de euros, contou com a presença do secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Silva Monteiro, que defendeu o “exemplo de desenvolvimento” da infraestrutura, “em que a parte pública dá espaço e cria condições e a parte privada desenvolve e gere o risco do negócio”.
“Este exemplo de desenvolvimento e de modelo de investimento é aquele que nós queremos replicar no resto do país”, disse.
Por seu turno, o secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, António Almeida Henriques, salientou – como tinha sido anunciado durante a cerimónia – que “70 novos postos de trabalho serão criados, numa lógica de proximidade, e mais 100 postos de trabalho indirectos poderão ser criados através deste projecto”.
“É isto que mexe com a nossa economia. Este é um projecto, para além da questão da iniciativa privada, reflete também aqui a visão de um autarca que deve ser visto como um exemplo do ponto de vista nacional”, enfatizou.
Segundo António Almeida Henriques, o Governo “estará disponível para apostar fortemente na revitalização do tecido empresarial que mereça ser revitalizado e que efectivamente, do ponto de vista do mercado, prove que tem capacidade para se revitalizar e sobreviver no futuro. Situações artificiais podem ter a certeza que este Governo não as vai alimentar”, sublinhou.
Sete anos desde a adjudicação
Já Luís Filipe Menezes – que recebeu um “banho” de pétalas de flores e foi apelidado de “padroeiro” da Afurada – recordou que “ainda há pouco tempo o secretário de Estado do Mar disse que as marinas atlânticas eram fundamentais do ponto de vista turístico e da imagem de Portugal nos próximos anos”.
“Pois passaram 7 anos desde o momento em que adjudicamos a obra e foi feito o contrato com o consórcio que a está a construir. Sete anos de pareceres, de contra-pareceres, de novos pareceres, de ‘despareceres’, de pareceres contrariados, de burocratas (…), 7 anos de paciência”, lamentou.
A Douro Marina terá estacionamento para 300 embarcações com calado até 3 metros e comprimento até 20 metros em todas as condições de maré, tendo já mais de 150 pré-reservas, ficando para a segunda fase, cuja conclusão está prevista para Julho, os edifícios de apoio e a abertura de uma zona comercial que reunirá espaços comerciais e de restauração, bem como locais para apoio das actividades náuticas







