Biblioteca do Marquês

Biblioteca tinha sido ocupada por activistas. Foto: Ana Cancela

O PS concorda com a decisão da Câmara do Porto de concessionar a exploração da antiga biblioteca infantil do Marquês, enquanto a CDU critica a “falta de estratégia da autarquia para os equipamentos sociais devolutos” da cidade.

“É necessário dar um fim àquilo. Lisboa tem um plano interessante de aproveitamento de quiosques para venda de produtos de todo o tipo”, observou Manuel Correia Fernandes, vereador do PS, no final da reunião camarária desta terça-feira.

Pedro Carvalho, da CDU, lamentou que no caderno de encargos do concurso nem se perceba “o que se pretende fazer com o espaço”, alertando para a “falta de estratégia para equipamentos sociais devolutos, que devem estar ao serviço da população”.

A Câmara do Porto realiza no dia 16 uma hasta pública para concessão da exploração da antiga biblioteca infantil do jardim do Marquês, que se encontra devoluta e em Junho foi ocupada e alvo de despejo da autarquia.

A concessão será por 5 anos, o valor base da licitação é de 260 euros mensais e “o critério de adjudicação será o do preço mais elevado proposto pela concessão da exploração”, escreve-se no anúncio da Direcção Municipal de Finanças publicado na página da autarquia.

A publicação não esclarece, no entanto, qual o destino que se pretende dar à antiga biblioteca infantil do Marquês, com uma área bruta de 43 metros quadrados.