Moradores pedem obras no Bairro de São Tomé

Lojas devolutas foram vandalizadas. Foto: PR
Os moradores do bairro de São Tomé, na freguesia de Paranhos, no Porto, pedem obras de requalificação. Dizem que, desde o período revolucionário, altura em que as casas do bairro foram ocupadas, o Estado, o principal senhorio, só fez obras de pouca monta.
A situação foi testemunhada pelo vereador da CDU na Câmara do Porto. Rui Sá foi este domingo ao bairro, a pedido dos moradores, e constatou que a falta de obras “faz com que o estado das habitações por fora se venha degradando, o que tem consequências no interior”.
O Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) é o principal senhorio do bairro. “Infelizmente, o Estado também é mau senhorio porque recebe as rendas e não faz as obras de reabilitação, que são competência de qualquer senhorio”, criticou Sá.
Os problemas não se ficam por aqui. Entre as principais queixas dos habitantes estão as rendas a pagar para ocupar as lojas devolutas, que, à falta de ocupação, foram vandalizadas e se tornaram locais utilizados por toxicodependentes, o estacionamento selvagem à semana, devido à proximidade do Instituto Superior de Engenharia do Porto, que dificulta o socorro em eventuais emergências.
“A gente precisa de comércio. Abriu agora um supermercado, mas precisamos de mais. Há gente com ideias para tomar conta disto [das lojas], mas o preço é disparatado”, lamenta o morador Francisco Gonçalves, 67 anos, que diz que se pedem “500 a 600 euros” por um espaço comercial.









