Câmara de Gaia chumba convite à Es.Col.A para se fixar no concelho

Foto: Hugo Magalhães
A proposta do PS para acolher o colectivo Es.Col.A em Gaia foi reprovada esta quarta-feira pela maioria em reunião de câmara. A autarquia explicou que nunca foi contactada pelo movimento e que quando isso acontecer estará disponível para os receber.
Em comunicado, os vereadores socialistas explicam que apresentaram esta quarta-feira, em reunião da Câmara de Gaia, “uma proposta concreta sobre o resgate do Movimento Es.Col.A”, tendo esta sido “reprovada com 3 votos a favor do PS e 5 votos contra do PSD”.
“As razões do voto contra do PSD foram as seguintes: a proposta tem uma crítica implícita à Câmara do Porto e o Dr. Menezes não concorda com isso. Além de que a Câmara acha que o movimento só faz sentido na Fontinha e que não se deve meter no assunto”, afirma no mesmo comunicado o líder de oposição, Eduardo Vítor.
Contactada, fonte oficial da Câmara de Gaia explicou que “não se aceitou a proposta socialista porque o PS não é dono nem se pode apropriar destes movimentos sociais”.
“No caso deste movimento específico – Es.Col.A – a câmara compreende o fenómeno mas junto da autarquia ninguém fez nenhum pedido de audiência nem de reunião. Quando o colectivo o fizer, a câmara estará disponível para os ouvir e para os receber”, acrescentou a mesma fonte.
PS vai contactar Es.Col.A
Segundo os socialistas, e contrapondo a argumentação que dizem ter sido usada na reunião de câmara, o presidente da autarquia, Luís Filipe Menezes, “tem sido useiro e vezeiro em criticar o Dr. Rui Rio, ao mesmo tempo propondo 5 pontes sobre o Douro sem o consultar, não se percebendo os pruridos actuais”.
“O PS não quer fazer nenhuma transferência forçada do movimento. Quer abrir a porta a um processo de diálogo, que a câmara se disponibiliza a iniciar, no sentido de tentar encontrar uma solução de compromisso e aceitável para as partes”, argumentam ainda os socialistas.
Os vereadores do PS “não dão o assunto por encerrado”.
“Até agora, tentamos seguir estritamente pela via institucional. A partir de agora, avançaremos para um diálogo directo com o movimento, dialogando e criando as condições para que o colectivo tome uma eventual iniciativa junto da Câmara de Gaia, se considerarem ser uma solução interessante e se estiverem definitivamente encerradas as hipóteses de uma solução credível no Porto”, garantem.











