Menezes: Nadadores-salvadores no Areínho “seria absurdo e ilegal”

Foto: Isabel Castro Freitas
O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, diz que ter nadadores-salvadores na praia do Areínho “seria absurdo e ilegal”, pois passaria o sinal “contraditório e perigoso” de que era permitido ali tomar banhos.
O presidente da Junta de Freguesia de Oliveira do Douro, Dário Silva, pediu, esta semana, vigilância nesta praia de Oliveira do Douro durante o período estival.
“Há muitos anos que [o] pedimos”, assinalou. “Têm de continuar a morrer pessoas para considerarem que é necessário vigilância?“.
Esta quarta-feira, Menezes defendeu ainda que “não é por culpa” da Câmara de Gaia que é proibido tomar banhos, por razões de saúde pública, em praias como a do Areínho, Oliveira do Douro, naquele concelho, onde, no domingo, desapareceu um jovem, já que o município “fez o seu trabalho de saneamento ao longo dos anos”.
À margem da cerimónia de entrega e bênção de um veículo de salvamento e desencarceramento especial dos Bombeiros Sapadores de Gaia, Menezes sustentou que, “a montante, há muitos municípios que não têm o seu saneamento feito”, embora o possam concluir em breve, com o projecto da SimDouro, pelo que o presidente de Gaia não prevê “que estas praias sejam frequentáveis nos próximos 5 ou 6 anos”.
“Nessa altura, quem dá a autorização não é a câmara, são as autoridades sanitárias, o Ministério do Ambiente e as autoridades portuárias”, frisou, relembrando que o passo seguinte passa pelo “concurso de concessão da praia” e são os concessionários privados, não os municípios, que se responsabilizam pelos nadadores-salvadores.
Mesmo que, um dia, a questão ambiental venha a ser ultrapassada e esta praia possa ser utilizada sem riscos para a saúde pública, o autarca recordou a “perigosidade de determinado tipo de correntes” naquela zona, pelo que terá de haver “alguns condicionamentos do ponto de vista de segurança”.
Polícia Marítima deve “actuar mais”
Menezes defende que a Polícia Marítima devia “actuar mais” junto dos cidadãos para proibir banhos em praias não vigiadas.
A Polícia Marítima, que “não tem jurisdição municipal”, devia “actuar mais, do ponto de vista pedagógico, junto dos cidadãos”, alertando-os que “não é permitido tomar banho” em praias não vigiadas, disse.










