Trabalhadores do Brasília e Olímpia dão 15 dias ao Governo

Os trabalhadores lutam pela manutenção dos postos de trabalho há ano e meio. Foto: Arquivo
Os trabalhadores dos bingos do Brasília e Olímpia, no Porto, exigiram esta sexta-feira à secretaria de Estado do Turismo a resolução, “no prazo máximo de 15 dias”, da situação daquelas salas de jogo, encerradas há um ano e meio.
Segundo adiantou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria e Turismo do Norte, Francisco Figueiredo, findo este prazo os trabalhadores irão manifestar-se frente ao Turismo de Portugal e à secretaria de Estado, em Lisboa, onde irão “permanecer” até ser encontrada uma solução.
Em comunicado emitido após um plenário de trabalhadores realizado esta sexta-feira, o sindicato alertou que “o Estado já perdeu cerca de 3 milhões de euros por manter as salas encerradas desde os concursos públicos realizados em Abril de 2011″, a que acrescem os “cerca de 700 mil euros de fundo de desemprego” já pagos aos 90 trabalhadores afectados.
No documento, o sindicato recorda que os concursos públicos para as salas de jogo dos bingos do Brasília e Olímpia foram realizados há mais de um ano, tendo-se apresentado aos concursos “várias empresas interessadas”, mas “até à data o Governo não celebrou os respectivos contratos de concessão, apesar de os interessados terem apresentado toda a documentação e caução respectiva”.
Em causa está o processo de mudança de concessão dos 2 bingos, que empregavam cerca de uma centena de trabalhadores e estão encerrados há um ano e meio, apesar de as novas concessões terem já sido atribuídas pelo Ministério da Economia em Novembro.
Segundo explicou, há vários meses, fonte daquele ministério, o processo de concessão dos 2 bingos prolongou-se porque “foi necessário analisar a argumentação dos interessados que apresentaram contestações ao concurso”.
A concessão da sala de jogo do Brasília foi atribuída à empresa Pauta de Flores, mas o sindicato questiona a demora na celebração do contrato com o Estado, apesar de o candidato já ter entregue “toda a documentação necessária”.
Já no caso do Bingo do Olímpia, a concessão foi ganha pela Lisbingo (do grupo Saviotti), mas esta empresa terá, entretanto,”desistido do negócio”.
Segundo Francisco Figueiredo, “os trabalhadores estão desesperados pois, para além de estarem desempregados desde janeiro de 2011, alguns estão a ficar sem subsídio de desemprego”.
“Os trabalhadores e o sindicato não compreendem a razão de tão grande arrastamento do processo, tanto mais que, na última reunião com o Turismo de Portugal, realizada em Abril, foi garantido por este departamento do Estado que o problema seria resolvido num prazo de 15 dias, que já terminou há muito tempo”, sustentou.
Até fecharem portas, as 2 salas de bingo estavam concessionadas à Varzim Sol (do grupo Estoril Sol), que cedeu a exploração à Sociedade Nortenha de Bingos.











