Carlos Lisboa desvaloriza imagens em que é visto a fazer gestos provocatórios

Carlos Lisboa. Foto: SL Benfica
O treinador de basquetebol e responsável pelas modalidades do Benfica desvalorizou esta quinta-feira as acusações do FC Porto e imagens do Porto Canal, de alegados gestos obscenos da sua parte, que os “dragões” consideram ter originado os distúrbios de quarta-feira.
A equipa orientada pelo antigo internacional português sagrou-se campeã portuguesa pela 23.ª vez no quinto e derradeiro jogo da final da Liga, derrotando os “azuis e brancos” (56-53) em pleno pavilhão do Estádio do Dragão.
Porém, os festejos e a entrega do troféu foram interrompidos devido a incidentes apenas sanados com a intervenção policial.
“As pessoas têm de saber encaixar quando ganham e quando perdem. Ganhámos, ficámos contentes, fomos melhores nos momentos decisivos dos jogos e mais competentes. Agora, essas coisas… não vi imagens nenhumas. Não vejo o canal do FC Porto, nem leio o site. Festejei como é normal… esse gesto, se calhar, era a explicar um bloqueio, não sei”, disse Lisboa.
O por muitos considerado “melhor basquetebolista português de todos os tempos” rejeitou alongar-se em mais comentários, preferindo concentrar-se no êxito alcançado para “não desviar atenções do essencial: o título conquistado”.
No próprio dia do jogo, o FC Porto acusou os agentes da Polícia de Segurança Pública presentes no seu recinto de “agressão gratuita” a espectadores e Carlos Lisboa de provocar e insultar “com palavrões os adeptos” portistas.
O comunicado dos “dragões” acrescentava que “um roupeiro do mesmo clube arremessou objectos para a bancada, o que originou um clima de tensão que inviabilizou a entrega da Taça”, referindo-se ao funcionário do Benfica Edson, cujas acções foram também visíveis nas imagens editadas e transmitidas pelo Porto Canal.
Associação do Porto critica Lisboa
Também esta sexta-feira, a Associação de Basquetebol do Porto (APB) manifestou total solidariedade para com o FC Porto e criticou as acções do treinador do Benfica.
“Poucos minutos após o apito final do jogo, foram notórias as provocações do SL Benfica, através do seu treinador Sr. Carlos Lisboa ao insultar e ao exprimir-se mediante gestos obscenos dirigidos aos adeptos do FC Porto, bem como do roupeiro do clube, ao arremessar t-shirts, com os dizeres de campeão, à assistência do FC Porto que se encontrava atrás do banco do Benfica”, lê-se no comunicado da APB.
De acordo com o mesmo documento, “estas provocações que fizeram parte de uma estratégia bem delineada, com o objectivo de vitimização perante a opinião pública, deram origem a violenta carga policial, que agrediu cegamente homens, mulheres e crianças”.
A ABP criticou também a polícia, que, contrariando o funcionário da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB), garantiu que conseguiria as condições de segurança para que o Benfica pudesse receber o troféu de campeão, “quanto mais não fosse, para poder demonstrar o domínio que conseguiria exercer”.
O organismo manifestou “a sua mais profunda indignação e repúdio” relativamente aos incidentes, mostrando “a sua total solidariedade com o clube seu associado, FC Porto, em prol do qual exercerá tudo o que esteja legitimamente ao seu alcance na defesa dos interesses que são próprios não só deste mas de todos os clubes seus associados”.
A direcção da FPB e o presidente Mário Rui Saldanha foram também alvo de críticas da APB, por não terem estado presentes na partida, considerando que, por esse motivo, “o Futebol Clube do Porto e o Sport Lisboa e Benfica foram maltratados e desconsiderados”.
“Perante tanta e tão densa factualidade, conclui a ABP que a actual direção da FPB não reúne o mínimo de condições para continuar à frente dos desígnios do basquetebol português”, concluiu o comunicado.











