FC Porto

Foto: Arquivo

Quer a Federação Portuguesa de Basquetebol, quer a Polícia de Segurança Pública vão averiguar o que se passou, esta quarta-feira, no último jogo da final dos “play-offs” da Liga, disputado no pavilhão Dragão Caixa, no Porto, e que deu o título de campeão nacional ao Benfica.

A federação vai abrir um inquérito ao caso que obrigaram os “encarnados” a receber o troféu no balneário e a PSP revelou, em comunicado, que está averiguar os incidentes.

O presidente da FPB, Mário Saldanha, avançou que vai esperar pelos relatórios dos árbitros, comissários e director da prova, Pinto Alberto, além do relatório da polícia, para saber o que se passou.

“Vai ter de haver um inquérito. É absolutamente necessário que tudo seja apurado”, sublinhou o responsável.

Mário Saldanha afirmou estar “muito triste” com tudo o que se passou no Porto, adiantando que “não era previsível” que acontecessem “todas aquelas cenas no final do jogo”.

“Toda aquela confusão não dignifica a modalidade, mas é causada por terceiros. Dentro de campo houve sempre uma luta correta, houve um jogo que, não foi brilhante em termos de resultado, de muitos pontos, mas foi um jogo disputado com respeito dos jogadores uns pelos outros e treinadores”, reconheceu o dirigente.

Maria Saldanha adianta que o jogo era considerado de risco, e que tal situação foi comunicada à tutela, e que estava polícia destacada no local para o efeito.

Esta quinta-feira, a PSP informou, num nota enviada à redacções, estar a averiguar o caso da final: ”Relativamente aos incidentes verificados no dia de ontem [quarta-feira], no Pavilhão Dragão Caixa, entre adeptos das equipas de basquetebol do FC Porto e do Benfica, a PSP esclarece que está a proceder às necessárias averiguações e recolha de todos os elementos que contribuam para a elaboração dos subsequentes relatórios para envio às autoridades judiciais, administrativas e desportivas competentes”.

Evitar incidentes idênticos no futuro

“Mas há coisas que não conseguimos controlar, estas coisas exacerbadas que acabam por acontecer e prejudicam os clubes e a modalidade. É triste acontecer numa final, um ano inteiro a jogar para aquele momento”, lamentou.

Segundo Mário Saldanha, “algumas coisas vão ter de ser repensadas”, pelo que a federação irá reunir-se e terá de tomar algumas decisões que possam evitar este tipo de incidentes no futuro.

No entanto, o dirigente reconheceu igualmente que será difícil “erradicar” estes incidentes, mas admite que o que aconteceu quarta-feira “foi demais” salientando “que não se pode tolerar” situações daquelas.

Para Mário Saldanha o que aconteceu reflete o ambiente que se vive em torno do futebol, afirmando que se trata da “futebolização das modalidades” que “andam a reboque”.

“É uma pena porque o basquetebol não se tem pautado ao longo do tempo com estas cenas. Eu já sou há mais de 20 anos presidente da federação e só me lembro de uma situação e também no Porto quando eu era presidente do Queluz, voltou 20 e tal anos depois”, recordou.