Da Maia para o espaço. A FiberSensing vai trabalhar com a Agência Espacial Europeia

Empresa exporta quase tudo o que produz. Foto: DR
É responsável por projectos para túneis em São Paulo, turbinas eólicas da EDP, reactores nucleares e, em breve, o espaço. A empresa da Maia FiberSensing prepara-se para arrancar com um projecto com a Agência Espacial Europeia.
A empresa factura cerca de 1,7 milhões anuais, diz o presidente executivo, Luís Ferreira, e tem como objectivo para 2012 ultrapassar os 2 milhões, exportando mais de 90% da sua produção, que consiste na criação de sistemas de monitorização através de sensores de fibra óptica para melhor controlar e operar qualquer que seja a sua aplicação.
Os sensores são instalados num dispositivo, seja uma infra-estrutura como uma ponte ou num tanque de combustível de um avião, para onde é depois enviada luz, que é reflectida de volta já na posse da informação daquilo que está a ser medido, em particular temperatura.
“Estamos a desenvolver um projecto-piloto com a EDP Renováveis no sentido de olhar para estes sistemas não tanto para aumentar a eficiência das máquinas, mas mais para a gestão a longo prazo das infra-estruturas”, explica, a título de exemplo, o director de desenvolvimento da empresa, Francisco Araújo.
Quando foram feitas obras no túnel de São Paulo, no Brasil, “para sustentar a parede de suporte da escavação foram feitas pregagens à volta do túnel do metro e para perceber se o túnel do metro estava a ser afectado durante a escavação foi instalado um sistema de monitorização”, explica Francisco Araújo.
No caso do projecto com a Airbus, a empresa da Maia está “a desenvolver o sistema de monitorização para instalar nos tanques de combustível”, estando ainda para arrancar um projecto com a Agência Espacial Europeia para monitorização dos lançadores que vão substituir os Ariane.
Para além disso, a FiberSensing está também envolvida no projecto ITER com a Organização Internacional para a Energia de Fusão Nuclear, a ser construído no Sul de França com o objectivo de “demonstrar que é possível produzir energia comercial a partir de fusão”, segundo a página do projecto.
A ideia dos sensores, disse Luís Ferreira, não é só assegurar um controlo mais rigoroso dos instrumentos a utilizar, mas também reforçar a segurança do seu uso e possibilitar a capacidade do aparelho em causa até ao limite.
Apesar de grande parte das exportações da empresa se terem dirigido para os EUA em 2011, Luís Ferreira e Francisco Araújo destacaram a importância dos novos mercados como a China, a Rússia e o Brasil.
A FiberSensing tem 33 funcionários, sendo 84,5% das suas acções detidas pela InovCapital, enquanto o segundo maior accionista, com 10,3%, é o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto (INESC).











