José Soeiro: Parte da receita do IMI deve ser aplicada na reabilitação urbana

José Soeiro visitou, esta quinta-feira, a Fábrica da ESMAE. Fotos: João Ferreira Leal

José Soeiro visitou, esta quinta-feira, a Fábrica da ESMAE. Fotos: João Ferreira Leal

O candidato do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara do Porto, José Soeiro, considerou esta quinta-feira que “mais de metade” do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) deve ser aplicado na reabilitação urbana.

O executivo municipal PSD/CDS-PP tem, na opinião do candidato bloquista, “negligenciado” a reabilitação urbana, nomeadamente do centro histórico que, disse, “mais parece uma grande ruína”.

Durante uma visita pelo centro histórico, acompanhado pela líder do BE, Catarina Martins, o candidato relembrou que, nos últimos anos, “mais de 100 milhões de euros de imóveis da Câmara passaram para privados”.

Um dos candidatos à presidência da Câmara do Porto, afirmou José Soeiro, que assumiu durante anos a pasta da reabilitação urbana da cidade, recuperou apenas uma habitação, na Rua das Flores, no Porto.

O seu modelo de regeneração, criticou, não foi capaz de trazer um único jovem a esta cidade do Norte do país e, pior, criou uma “grande ruína” no centro histórico, tendo 20 mil pessoas abandonado o Porto.

“Precisamos de romper com a estratégia do PSD/CDS-PP em relação à reabilitação urbana e repovoamento da cidade”, disse José Soeiro.

A autarquia, segundo o candidato bloquista, deveria investir na reabilitação de casas devolutas para, depois, criar uma bolsa de arrendamento social a preços acessíveis.

As poucas casas reabilitadas que existem para arrendar têm, revelou José Soeiro, valores incomportáveis como, por exemplo, 200 mil euros por um T1.

“Há uma enorme operação especulativa na cidade, fundos imobiliários que não pagam IMI e proprietários que foram deixando as casas devolutas e que não têm sido penalizados”, alertou.

Além de José Soeiro, concorrem à Câmara do Porto no dia 29 Luís Filipe Menezes (PSD/MPT/PPM), Manuel Pizarro (PS), Rui Moreira (independente), Pedro Carvalho (CDU), Nuno Cardoso (independente), José Carlos Santos (PCTP/MRPP) e José Manuel Costa Pereira (Partido Trabalhista Português).

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