José Soeiro critica “hostilidade” do PSD/CDS-PP em relação à cultura

Foto: Arq/Miguel Oliveira

Foto: Arq/Miguel Oliveira

O candidato do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara do Porto, José Soeiro, acusou esta quarta-feira o executivo municipal PSD/CDS-PP de “hostilidade” para com os agentes culturais da cidade, reivindicando mais investimento no sector.

Nos últimos 12 anos, considerou José Soeiro, a coligação de direita tem “esvaziado e descurado” a cultura ao não disponibilizar espaços para companhias artísticas ensaiarem e apresentarem as suas produções.

“Tem havido um enorme desperdício da capacidade de produção da cidade do Porto”, afirmou.

Segundo José Soeiro, “o PSD/CDS-PP tem movido uma política de hostilidade para com os agentes culturais, não lhes dando oportunidades e apoios”.

O candidato bloquista lembrou que existem “imensos” espaços vazios e devolutos no Porto que poderiam ser aproveitados para acolher companhias de teatro, grupos e projetos artísticos.

Além disso, avançou, é “fundamental” criar lugares onde esses grupos e companhias teatrais possam também exibir os seus espetáculos.

José Soeiro salientou que a cidade precisa de “coisas tão simples” como uma agenda cultural para dar visibilidade aos criadores.

O Porto, segundo José Soeiro, tem de preservar a diversidade cultural, sobretudo na área da criação.

Apostar na cultura é, na opinião do BE, investir no desenvolvimento da cidade.

Durante uma visita à Fábrica da Rua da Alegria, adquirida pela Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo (ESMAE) em 2001, esta espécie de incubadora de empresas de cultura, sem apoio financeiro da Câmara, é, na opinião do candidato do BE, um “excelente” exemplo da ausência de política cultural do actual executivo.

O espaço, destinado a uma escola de dança, explicou José Soeiro, “sobrevive” da capacidade de imaginação e transformação das 14 companhias que usufruem dele.

“Se este espaço morre, o Porto perde muito”, alertou.

Além de José Soeiro, concorrem à Câmara do Porto Luís Filipe Menezes (PSD/PPM/MPT), Manuel Pizarro (PS), Rui Moreira (independente), Nuno Cardoso (independente), Pedro Carvalho (CDU), José Carlos Santos (PCTP/MRPP) e José Manuel Costa Pereira (PTP).

0