Jorge Sarabando é candidato da CDU à Câmara de Gaia

Foto: Arq/Miguel Oliveira

A CDU apresentou esta quarta-feira Jorge Sarabando como candidato à presidência da Câmara de Gaia onde os comunistas querem voltar a ter pelouros e acabar com a “deriva propagandística de anúncio de projectos megalómanos ou fantasiosos”.

“É tempo de voltar a página, de pôr termo à deriva propagandística, de anúncio de projectos megalómanos ou fantasiosos como os atravessamentos do rio Douro por túnel e diversas pontes, enquanto, ao mesmo tempo, nada se consegue fazer para impedir a degradação da ponte D. Maria Pia”, afirmou o candidato durante a cerimónia de apresentação dos nomes da CDU às autárquicas.

Jorge Sarabando, membro da Assembleia Municipal de Gaia desde 2005, criticou as “opções políticas da Câmara” que “não têm servido de contenção ou de moderação dos efeitos mais nocivos das decisões de sucessivos governos”, mas, pelo contrário, “os tem reproduzido e ampliado”.

O candidato assinalou também que “o alegado peso institucional do município e do seu mediático presidente”, não evitaram que “essenciais investimentos públicos, como o hospital, a extensão do Metro e a activação do Centro de Reabilitação Física, há longos anos prometidos, estejam adiados”.

Salientou ainda que “a sempre propalada saúde financeira do município” não impediu a “penúria de recursos com que se debatem diferentes serviços da autarquia (…) nem evitou a adesão ao PAEL (Plano de Apoio à Economia Local) altamente lesivo da autonomia do município”.

PERFIL: Jorge Sarabando nasceu em Aveiro e vive em Gaia há 38 anos. Após o liceu, em que foi activista do movimento pró-associativo, frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e cumpriu o serviço militar entre 1970 e 1974. É membro do PCP desde 1964 e pertence actualmente à Comissão Nacional para as Questões da Cultura. Foi membro do comité central entre 1998 e 2008 e mandatário distrital das candidaturas à presidência da república de António Abreu e Jerónimo de Sousa.
“O tempo do ilusionismo passou”

“O tempo do ilusionismo passou”, sublinhou Jorge Sarabando segundo o qual “a verdade é que Gaia é hoje um concelho com os mais elevados índices de desemprego e pobreza, com enormes carências no apoio social, com o comércio tradicional a definhar, as insolvências a crescer, com sérios problemas de mobilidade” sendo “um concelho a 2 velocidades.

Ainda sobre o desemprego, Sarabando referiu que “nos últimos 4 anos de mandatos foram perdidos mais de 6.500 postos de trabalho em Gaia”, tendo encerrado “20% dos estabelecimentos comerciais e 30% das indústrias transformadoras”.

O também membro da Assembleia Metropolitana do Porto defendeu que “Gaia precisa de outra política” e de “outra cultura na gestão municipal” – de “exigência, rigor e transparência” – com uma maior “cultura de proximidade” à população e uma “utilização mais criteriosa dos recursos públicos”.

Durante a cerimónia, onde o PCP definiu como principal meta para Gaia “recuperar vereação [e] eleger mais deputados municipais”, foi ainda apresentada Paula Batista como candidata à Assembleia Municipal de Gaia.

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