Palácio de Cristal

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A Câmara do Porto quer o “apoio financeiro” do Turismo de Portugal (TP) para a requalificação do pavilhão Rosa Mota, no Porto, um projecto cujos custos passaram de 19 milhões de euros em 2009 para 25,57 milhões.

“Estamos a trabalhar numa candidatura” com esse objectivo, anunciou, esta terça-feira o vereador Vladimiro Feliz, durante a reunião pública da Câmara Municipal, em que foram aprovados os instrumentos de gestão previsional da empresa municipal Porto Lazer, com os votos favoráveis da maioria PSD/CDS-PP, a abstenção socialista e o voto contra da CDU.

A oposição focou a sua atenção no custo actual deste projecto, que para o PS conheceu “um aumento do preço” desde que foi apresentado e para CDU sofreu “uma derrapagem”.

O vereador da CDU, Pedro Carvalho, notou que a “comparticipação privada permanece a mesma”, cerca de 3 milhões de euros, estando também garantidos 5,8 milhões de euros de fundos comunitários.

O restante investimento corre por conta da autarquia, que por isso quer reduzir a sua contribuição candidatando-se a um apoio da TP.

Câmara nega “derrapagem”

Vladimiro Feliz, que tutela o pelouro do Turismo, Inovação e Lazer, negou haver qualquer “derrapagem”, explicando que o projecto inicial não é o actual, pois ficava-se por uma intervenção apenas no Rosa Mota — ou Palácio de Cristal — e entretanto passou a incluir a construção de um grande centro de congressos.

“Há um acréscimo do investimento” substancial no aquecimento, ventilação, ar condicionado e electricidade”, exemplificou.

Pedro Carvalho questionou a aposta camarária neste projecto, referindo que “a prioridade” da CDU deveria ser o Mercado do Bolhão.

“Estamos a trabalhar com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte na busca de linhas de financiamento” para o Bolhão, respondeu Vladimiro Feliz.

O Orçamento da Câmara do Porto para 2012 destina 300 mil euros para o Bolhão.